Novas postagens
Atualizando alguma coisa...
Escrito por Afonso Lopes às 10h46
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Celg
O presidente Carlos Celg disse, ao assumir o cargo, que iria rever os contratos terceirizados. Pois logo na primeira licitação sob seu comando o Ministério Público breca contrato de terceirização sob suspeita de superfaturamento. Que uruca!
Escrito por Afonso Lopes às 10h45
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Operação Meirelles
Mais quatro meses e alguns dias e acabará o primeiro mistério da Operação Meirelles. Até o final de setembro ele terá que se filiar a algum partido. Se não, babau viola.
Escrito por Afonso Lopes às 10h32
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Acabou
Pepistas confirmam que o governador Alcides Rodrigues não irá apoiar Marconi Perillo mesmo que o PP feche com o PSDB. Na pior das hipóteses, ficará neutro.
Escrito por Afonso Lopes às 10h30
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Coligações
Estão falando muito sobre possível coligação entre PP, DEM e PR em Goiás. Antes disso, é preciso acertar com o patamar de cima. Como existe a regra da coerência nacional, as coligações regionais devem respeitar as coligações nacionais. Neste caso aí, o DEM nacional estará com o PSDB. Portanto, para dar certo essa coligação em Goiás, PP e PR não poderão fechar com o PT de Lula/Dilma. O PP deve liberar geral, mas o PR deve se aliar ao PT.
Escrito por Afonso Lopes às 10h29
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Incrível!!!
Susan Boyle tem a voz mais maravilhosa do mundo atualmente. Nada se compara à sua interpretação de I Dreamed a Dream. A postagem não permitiu a incorporação para outro site. Então, coloco o endereço do Youtube para ser copiado e colado por quem quiser se apaixonar por Susan. http://www.youtube.com/watch?v=xRbYtxHayXo
Escrito por Afonso Lopes às 11h07
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Meirelles atacado?
Começa um chororô danado sobre as críticas que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, tem sofrido. Ué, mas não há nada de errado nisso. Não tem nada de coitadinho...
Escrito por Afonso Lopes às 09h35
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Protógenes em Goiás?
Essa não. O delegado da PF, Protógenes Queiroz, do caso Daniel Dantas, pode ser candidato a deputado federal por Goiás, no PSOL. Num dá, né. Que ele seja candidato em seu Estado de origem. Ou então, sim, que ele venha. Farei questão absoluta de não votar nele.
Escrito por Afonso Lopes às 09h33
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Batis Custódio, DM, hoje
Último parágrafo do artigo semanal de Batista Custódio, hoje, no DM. "Após Cristo ser crucificado, a Virgem Maria retornou para casa incontrolavelmente em prantos. Surgiu uma mulher, e tentando consolá-la, perguntou por que ela chorava tanto. Maria respondeu, soluçando. - Mataram meu filho. Ele era um santo; no entanto, o crucificaram impiedosamente. Como não devo chorar o meu Jesus?! A outra mulher revelou-se: - Perdi o meu filho também, mas a minha dor é maior do que a sua. Eu sou a mãe de Judas..."
Escrito por Afonso Lopes às 09h30
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Conexão - Jornal Opção
Conexão O grande enigma Destino da base aliada está intimamente ligado ao futuro de Alcides Rodrigues Afonso Lopes Desde outubro de 2008, quando o prefeito Iris Rezende Machado quebrou vários tabus numa única eleição em Goiânia e consolidou-se de vez como provável candidato do PMDB ao governo do Estado para o ano que vem, a sucessão do governador Alcides Rodrigues tem muitos lances pirotécnicos e absolutamente nenhum fato realmente importante para mexer com a situação das candidaturas preferenciais. É Iris, no eixo PMDB/PT, e Marconi Perillo, pela base aliada. A única dúvida é saber o tamanho que terá essa tal base. Se tão pequena quanto em 1998, quando apenas os quatro grandes partidos de oposição ao PMDB no Estado – PSDB, DEM, PP e PTB - estiveram juntos, ou se imensa como em 2002, quando o PMDB ficou refém de um isolamento praticamente total. A situação de Iris é atualmente muito mais cômoda do que a de Marconi. O prefeito precisa apenas consolidar a aliança com o PT para deslanchar de vez. Alguns setores petistas ainda resistem, mas é somente uma herança boba de um ultrapassado sectarismo sem sentido prático. Tudo aponta para a confirmação desse eixo, que assim se colocará com uma força extraordinária na eleição do ano que vem. Com possibilidades, inclusive, de vitória logo no 1º turno. Há riscos, claro. O maior deles é perder uma enormidade de um tempo prá lá de precioso como vem acontecendo. O ideal seria amarrar imediatamente as pontas dessa aliança e iniciar rapidamente a campanha interna, tanto no PMDB quanto, e principalmente, no PT. Alguns analistas entendem que uma antecipação tão grande poderia liquidar qualquer possibilidade de, se for o caso, se apresentar um nome alternativo ao de Iris. Então, fica-se por aí com o PT falando em candidatura do deputado federal Rubens Otoni e parcas especulações no PMDB com os nomes do ex-prefeito de Catalão Adib Elias e da deputada federal Iris de Araújo. A verdade é que se fosse possível somar as forças desses três nomes, e de outros mais que pudessem se juntar a eles, ainda assim o resultado ficaria muito aquém do que representa Iris Rezende. Perto de Iris, e do momento político que ele está vivendo, o resto não é nada. Então, se o eixo PMDB/PT tiver que, em caso de desistência do prefeito no ano que vem, apresentar outro nome, pouco importará que nome será esse. São todos iguais. Já a antecipação interna, com petistas e peemedebistas absorvendo cada vez mais a candidatura de Iris desde agora, ampliaria o extraordinário poder de fogo eleitoral existente. Até porque a candidatura adversária, de Marconi Perillo, está colocada no inconsciente coletivo estadual desde março de 2006, quando ele deixou o Palácio das Esmeraldas nas mãos de Alcides Rodrigues. A votação que Marconi recebeu naquela eleição, de mais de 2 milhões de votos, representou o mesmo que a consagradora votação de Iris agora em 2008 tem relação à disputa pelo governo do Estado. Ou seja, ambos estão credenciados para a eleição do ano que vem pelo desempenho formidável que tiveram antes. Então, para a candidatura Iris, dentro do interesse comum do eixo PMDB/PT, a antecipação do trabalho interno só apresenta vantagens. E como está, afinal, a situação de Marconi na base aliada? Aqui é necessário observar os fatos por três aspectos diferentes. O primeiro deles é sobre a perspectiva de poder que paira sobre sua candidatura, independentemente da aliança que ele conseguirá fechar. Nem é necessário consultar pesquisas de opinião para saber como Marconi está posicionado. Percebe-se no ar um clima muito favorável ao seu retorno ao Palácio das Esmeraldas. E contra isso já se fez de tudo e nada deu certo. Pelo menos, não na intensidade que seus adversários, internos ou externos, esperavam. O segundo ponto de análise é quase um desdobramento do primeiro. As bases dos partidos que integram o eixo governista estadual, principalmente PSDB, PP, DEM, PTB e PR, que são os grandalhões, estão absolutamente coesas em torno da candidatura de Marconi. Até por não existir nada além dela. Como no caso de Iris dentro do eixo PMDB/PT, o nome de Marconi extrapola, sobra, com ou sem o apoio de palacianos. Aliás, aqui começa o terceiro aspecto da análise. Com quem estará o Palácio das Esmeraldas? Há um crescente nas informações de que o governador Alcides Rodrigues cumprirá todo o seu mandato, deixando assim de se candidatar ao Senado ou à Câmara dos Deputados. Dentro desse quadro, especula-se sem muita convicção, sobre a possibilidade dele desembarcar, no final de 2010, e após as eleições de outubro, no Tribunal de Contas do Estado, TCE, na vaga que será aberta com a aposentadoria do Conselheiro e ex-governador Naphtali Alves. E agora, como lidar com isso dentro de uma base aliada que poderá estar derrotada pelo eixo PMDB/PT ou parcialmente vitoriosa com a candidatura solteira de Marconi Perillo? Essa é apenas uma do monte de especulações que são feitas sobre o destino do governador Alcides Rodrigues após seu governo. Outra diz que ele voltará para sua adorada Santa Helena para, enfim, curtir a tranqüilidade de sua aposentadoria política. Dizem até que, se Dilma Roussef vencer as eleições presidenciais, ele desembarcará no Ministério caso leve seu PP a apoiar o eixo PMDB/PT. Por fim, uma última especulação garante que, no final das contas, e após inúmeros desencontros, Alcides retribuirá o apoio que recebeu de Marconi em 2006. Mas o tal terceiro aspecto sobre a situação da candidatura de Marconi dentro da base aliada não se resume ao futuro de Alcides. É muito mais do que isso, embora seja evidente a relação direta com o governador. O Palácio tem poder suficiente para bancar uma candidatura que provoque algumas dissidências, grandes ou não, pouco importa, no exército eleitoral que Marconi poderá juntar. Isso nem de longe significa que tal atitude palaciana resultaria em sucesso eleitoral. Nada disso. Mostra apenas que o Palácio tanto pode ajudar como criar dificuldades na vida de quem quer que seja dentro da base aliada. Mas a posição que o Palácio irá assumir nas eleições do ano que vem tem uma inegável convergência com o futuro que Alcides Rodrigues quer para ele mesmo. O que será? Eis o enigma.
Escrito por Afonso Lopes às 09h23
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Matéria - Jornal Opção
Celg Voçoroca financeira ameaça o Estado Maior responsável pelo incremento da economia de Goiás por mais de 20 anos, a Celg se transformou em séria ameaça Afonso Lopes Enquanto empresa de energia elétrica de Goiás, a Celg foi um extraordinário banco de desenvolvimento da economia estadual por mais de 20 anos. Praticamente todas as grandes indústrias instaladas no Estado durante esse período só vieram para Goiás por causa dela. A Celg chegou ao extremo de construir as paredes de fábricas. Isso significa que Goiás só atingiu o estágio econômico em que se encontra porque a estatal garantiu o progresso e crescimento por mais de duas décadas. Agora, a fonte secou e se transformou numa grande voçoroca que avança no rumo dos cofres estaduais. A empresa nunca foi exatamente uma caixa preta com tampa hermeticamente fechada. Por ser S/A, seus balanços são rotineiramente publicados nos jornais diários. Nos últimos tempos, passou-se a desconfiar até das publicações oficiais. A credibilidade da Celg, inabalável durante tantos anos, está no fundo da lama. E, agora, tudo o que surge dela são notícias escandalosas, seja de uma multidão de empresas terceirizadas, seja por um pequeno exército de funcionários que recebem salários suficientes para sustentar vidas de pequenos marajás do cerrado. De empresa grande e orgulhosa de seu próprio tamanho, a Celg se transformou numa Geni da expiação de todos os males da administração pública. E, com isso, acaba-se relegando a último plano o que a empresa representou, e sustentou, para o crescimento da economia goiana desde os primórdios da década de 80, quando Goiás despertou para o avanço industrial. Na realidade, como se verá, essa Geni não é tão Geni assim. Está mais para notável dama benemérita e benfeitora de Goiás. Mas, sim, com certas recaídas em algumas noites. Transformação – No início da década de 80, no primeiro governo de Iris Rezende Machado, os Estados brasileiros ficaram livres do gerenciamento nacional estabelecido pelo regime ditatorial. Primeiro governador eleito diretamente pela população após quase 20 anos de nomeações decididas nos quartéis, em Brasília, Iris encontrou um Estado praticamente transformado em grande fazenda fornecedora de matéria-prima para os industrializados Estados do eixo Sul-Sudeste. Quando ele foi cassado, na década de 60, no fechamento mais acentuado da ditadura, nem isso Goiás representava dentro do contexto nacional. Iris implantou o mais ousado programa de incentivos fiscais e de fomento à industrialização do Brasil. Em tempos em que a inflação comia o valor da moeda de um mês para o outro, seu programa, o Fomentar, praticamente concedia isenção da maior parte de ICMS devido por adiar seu desembolso por mais de 10 anos. Choveram indústrias pequenas, médias e algumas de grande porte de um momento para o outro. Mas quem disse que o Estado estava devidamente preparado para receber tudo isso de forma tão rápida? Naquele tempo, a única coisa que apontava para o crescimento industrial goiano era o Daia, Distrito Agroindustrial de Anápolis, criado anos antes pelo então governador Irapuan Costa Júnior. Faltavam estradas asfaltadas de acesso às novas instalações das indústrias que chegavam e, principalmente, energia elétrica para que elas pudessem funcionar. A Celg bancou a estrutura energética em todos os casos e, em boa parte, até as estradas. Foram investimentos altíssimos de grande retorno econômico-social para Goiás e de pouquíssimo e lento retorno financeiro para a empresa. A Celg bancou o crescimento enquanto diminuía sua saúde financeira. Todos os governos estaduais sempre tiveram na Celg um autêntico banco de fomento. Um extraordinário banco de fomento, que bancada o caixa dos investimentos quando o Tesouro não conseguia respirar. Olhando assim, parece coisa pouca. Não é. Imagine-se todos os investimentos que foram feitos para a eletrificação, por exemplo, da gigantesca Perdigão, instalada em Rio Verde e responsável pela mudança extremamente positiva do perfil econômico-social de toda a região Sudoeste de Goiás. A empresa está lá, gerando recursos para o Estado, empregos para milhares e milhares de famílias, enriquecendo pequenos proprietários rurais, causando um crescimento em cadeia de todos os setores produtivos. E a Celg? A empresa desconta tudo o que foi preciso investir, como fiação, centrais de rebaixamento de energia e mão-de-obra altamente especializada, unicamente vendendo energia. Uma parte do dinheiro recebido, a maioria, vai para o pagamento dos custos inerentes da atividade, como a aquisição de energia, transporte (através da rede instalada, que é própria), distribuição e mão-de-obra. Somente da pequena parcela referente ao lucro real operacional é que cobriria o custo elevadíssimo da instalação de toda a infra-estrutura necessária ao funcionamento da Perdigão. É claro que nessa operação não tem nada de errado. Se o cidadão, por exemplo, quer uma linha telefônica, não caberá a ele esticar fios até sua casa (se eles não existirem). A empresa é que arcará com esses custos. É a regra do mercado. O problema da Celg é que seus investimentos sempre foram enormes, num período curtíssimo, de caráter urgente e com retorno lento. Aqui, evidentemente, não se fala das estradas de acesso feitas pela empresa, que levavam não só às indústrias, mas também às estações de rebaixamento de energia. Multiplique-se o exemplo da Perdigão ao extremo com a inclusão da Mitsubishi, de Catalão, Hyunday, de Anápolis, John Deere, Brahma Chopp, também em Anápolis, Arisco, em Goiânia, Antarctica, também na capital, Schincariol, em Alexânia, Grupo Friboi, em Luziânia, o pólo Químico-farmacêutico, frigoríficos de frango e laticínios em inúmeras cidades do interior, o pólo mineral de Catalão, além de milhares de outros grandes empreendimentos, e assim ficará muito mais simples compreender o que a Celg fez pela economia estadual ao longo das últimas duas décadas. Foram bilhões de reais investidos no crescimento de Goiás e retorno pequeno, a conta-gotas, ao longo de todos esses anos. Geni – Mas essa grande dama benemérita, como se sabe, também teve suas escapadelas nas noites. Conforme as últimas notícias escandalosas oriundas da empresa, mais de 500 funcionários estariam na relação de salários nem um pouco convencionais pelo excesso de números. De acordo com a própria empresa, esses altos salários representam menos de 10% da folha total, mas ainda assim soa como privilégio. Certamente, há entre os “marajás” do cerrado salários absolutamente compatíveis profissionalmente com os de mercado, mas é sempre difícil acreditar que todos eles estão nessa condição. Outro ponto que mostra certa benevolência absolutamente incompatível com a decência administrativa é a prática de terceirizações a rodo. A empresa admite que existam contratos que venceram há tempos e que continuam em vigência graças a aditivos questionáveis do ponto de vista jurídico. Além de itens alugados ou terceirizados idênticos e com grandes diferenças de preços, como no caso da frota de veículos. Esses valores diferenciados para itens idênticos são totalmente injustificáveis. Recomeço? – A Celg hoje se encontra em situação falimentar. Suas dívidas atingiram, em dezembro do ano passado, quase 6 bilhões de reais. Desde 2006, quando passou a atrasar o pagamento de fornecedores, está proibida de reajustar o preço da energia que entrega aos consumidores/clientes. Só essa falta de atualização dos preços impede uma receita de 300 milhões de reais a cada ano. Nenhuma empresa, estatal ou não, suporta uma pressão financeira como essa durante tanto tempo. Por conta de sua dívida, os custos financeiros da Celg de 2007 para 2008, conforme publicado em seu balanço, saltaram quase 63%. Em um único ano, repita-se. O total da dívida aumentou, nesse mesmo período, de 4 bilhões e 600 milhões de reais para 5 bilhões e 700 milhões de reais. Deixou de ser rombo, buraco. É uma voçoroca que avança geometricamente em tempo curtíssimo. Para se ter uma idéia da rapidez do agravamento da situação, a empresa precisa urgentemente de 1,2 bilhão de reais para ganhar o direito de tratamento na sala da UTI. Ou seja, para sair da sarjeta e entrar no hospital em estado gravíssimo. Somente em um ano, entre 2007 e 2008, portanto, na atual administração do Estado, a dívida pulou 1,1 bilhão. E quanto mais o tempo passar, muito pior ficará. E olha que em 2008 a empresa conseguiu quase 500 milhões de reais em empréstimos e financiamentos. O problema é que todo esse dinheiro entrou para compromissos de curtíssimo prazo. A soma dessas dívidas que deveriam ser pagas rapidamente vão a mais de 3 bilhões de reais. E como não tem condições de pagar, a empresa abusa do cheque especial. Exatamente como fazem milhões de brasileiros que se tornaram tecnicamente inadimplentes em um ou dois anos de dívidas. A ação do governo atual chegou muito tarde. Pode até não ser tarde demais – e é o que se espera. Mas as luzes de alerta vermelho estão piscando desde 2006, e nada ou muito pouco se fez durante todo esse tempo. Essa demora em relação aos problemas da Celg não é privilégio do governo Alcides Rodrigues. Para se ter uma noção da rotina dessa prática, a empresa vendeu uma usina hidrelétrica inteira, pelo equivalente a mais de 1 bilhão de dólares, e o governo, na administração de Maguito Vilela, espalhou essa fortuna em obras no Estado e a empresa ficou com algumas migalhas que não aliviaram em nada seus apertos financeiros, já percebidos e identificados naquela época. No primeiro governo Iris, outra usina, em fase final de construção, Corumbá, foi negociada com Furnas, e também nessa operação a Celg ficou sem nada. No primeiro mandato de Marconi, tentou-se vender a empresa, mas seu valor era tão irrisório que simplesmente não se fechou qualquer negócio. Somando tudo o que a Celg tem para receber dos cofres estaduais, chega-se a mais de 1 bilhão e 500 milhões de reais. O BNDES bem que poderia socorrer a Celg, como bem tentou de todas as formas, e desde o final do ano passado, o governo estadual. Alcides Rodrigues e o secretário da Fazenda, Jorcelino Braga, estiveram inúmeras vezes com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar das dificuldades e do socorro financeiro à Celg. Na última vez, viram o presidente ligar para a direção do BNDES e ouviram a ordem que ele deu, de atender aos pedidos da Celg, representada por Alcides e Braga. Não adiantou nada. O BNDES, desde o início das grandes privatizações no Brasil, no governo do presidente Fernando Collor de Mello, hoje senador pelo Estado de Alagoas, tem uma notável vocação de financiar grupos empresariais privados, e de se negar a auxiliar empresas públicas. Essa vocação se aprofundou no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, quando inúmeros grupos empresariais pagaram por estatais com dinheiro do BNDES liberados a juros camaradas – como no caso mais notável, o da Vale do Rio Doce. No governo do presidente Lula, o companheirismo do BNDES com grupos empresariais que querem adquirir empresas estatais continua, e permanece também a má vontade com empresas que, em tese, pertencem à população. A Celg é só mais um exemplo dessa prática.
Escrito por Afonso Lopes às 09h21
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Matéria - parte final
Nova direção – O deputado estadual Carlos Silva, PP, deixou seu mandato na Assembléia Legislativa e assumiu a Presidência da empresa no meio da semana. É uma troca de comando que não quer dizer, inicialmente, absolutamente nada. O ex-presidente, Ênio Branco, foi responsável pelo comando que recuperou a empresa energética de seu Estado, Santa Catarina, que viveu situação tão desesperadora quanto a Celg. Carlos Silva, engenheiro, não é mais qualificado para a função do que Ênio. Pode até se revelar tão bom quanto, mas não mais. Até pelas experiências de cada um. Ênio era do ramo. Carlos Silva, não. Operacionalmente, a Celg é altamente viável e lucrativa – apesar de não reajustar o preço de seus serviços a mais de 3 anos. Se não tivesse dívidas, impagáveis com recursos próprios e sem aporte de dinheiro extra e novo, a empresa teria registrado um excelente lucro de quase 372 milhões de reais em 2008. Essa é a diferença entre tudo o que ela recebeu dos consumidores/clientes – 3 bilhões e 43 milhões de reais – e o que gastou durante o ano – 2 bilhões e 671 milhões de reais -, mesmo com todas (e apesar delas) as escapadelas da dama durante algumas noites. Carlos Silva anuncia que vai investigar toda a situação e cortar onde for necessário e possível para viabilizar a empresa e não permitir que ela termine nas mãos famintas de inúmeros grupos empresariais que estão de olho nos seus estertores. Afinal, pela prática do BNDES, a parte podre nunca acompanha o filé na mesa dos privilegiados privatizantes. E é um filé de primeiro mundo, de 372 milhões de reais somente em 2008. É isso que cada goiano poderá perder se a Celg rodar no caudaloso rio de suas dificuldades financeiras atuais. Restará então somente a lembrança da empresa que carregou Goiás nas costas por mais de duas décadas. Essa empresa não pode ser abandonada pelos seus donos, os quase seis milhões de goianos. Tem que ser corrigida sim, e recuperada. A tarefa da Celg ainda não está terminada. Há ainda muito o que fazer pelo desenvolvimento econômico e social de Goiás.
Escrito por Afonso Lopes às 09h21
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Um ótimo quiz
Está no blog dos funcionários atuantes (http://servidoresatuantes.wordpress.com). Você responde algumas perguntas e o site responde qual sua forma de pensar ideologicamente. Como Quiz, é muito bom. Anote aí o endereço do site: http://www.ordemlivre.org/node/153
Escrito por Afonso Lopes às 22h45
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Boletim de Maguito
Boletim eletrônico do prefeito de Aparecida de Goiânia, veiculado hoje. Manchete: Em Brasília, Maguito propõe medidas para minimizar efeitos da crise nos municípios Ufa, era o que faltava para resolver essa crise danada... Frase interna:
"... aproveitou a ida à Brasília para conversar também com o ministro da Defesa, Nelson Jobim. Uma das metas de Maguito é construir um aeroporto de médio porte em Aparecida." Precisa comentar alguma coisa? Outra frase interna: "...conversou sobre o assunto com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), diz que outra ação benéfica às prefeituras seria a reforma tributária. “Atualmente, os municípios têm 15% de direito sobre tudo o que é arrecadado no País; os Estados, 25%; e o governo federal, 60%. É preciso fazer melhor essa divisão”, ressalta ele." Ué, mas Maguito não foi senador durante 8 anos??? Por que ele não propôs essa reforma tributária quando estava lá? Definitivamente, o prefeito de Aparecida precisa urgentemente de assessores.
Escrito por Afonso Lopes às 19h05
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Sonho?
Na base aliada estadual, há um sonho de consumo eleitoral para 2010 - apesar da contrariedade de certas cúpulas partidárias. Governador - Marconi Perillo Vice - Ernesto Roller Senadores - Demóstenes Torres e Lúcia Vânia
Escrito por Afonso Lopes às 09h58
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BRASIL, Centro-Oeste, GOIANIA, Homem, de 46 a 55 anos
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