Pode isso???
Barack Obama e Marlúcio Pereira.
Se o encontro acontecer mesmo, como anda divulgando a turma de Aparecida, então já posso antecipar o resultado das eleições.
Obama será o próximo presidente dos Estados Unidos.
É a única coisa que está faltando na campanha do Barack, reunião com Marlúcio...
Escrito por Afonso Lopes às 21h46
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Tribuna quente
A edição desta semana da Tribuna do Planalto tá pegando fogo.
Tem uma análise provocativa do Vassil Oliveira - sobre o nó que Marconi vem dando em Alcides e Iris. Imperdível.
Na coluna Linha Direta, uma nota sobre possível encontro entre Marlúcio Pereira, candidato a prefeito de Aparecida de Goiânia, e ninguém menos que Barack Obama, candidato à Presidência dos Estados Unidos.
Pra finalizar, um artigo do jornalista/professor Eduardo Horário sobre a importância dos repórteres políticos. Uma aula válida para estudantes, jornalistas novatos e para os velhos, que nem se lembram mais daquelas coisas que ali estão destacadas.
Pra finalizar, uma matéria de fôlego sobre as perspectivas do PMDB nas 20 maiores cidades de Goiás.
Escrito por Afonso Lopes às 21h44
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Comentário
De Eduardo Horário, craque da Tribuna do Planalto, sobre o Trio goianiense.
As eleições em Goiânia sempre foram disputadas entre três candidatos com chances até o fim. Sempre.
Pois é, e desta vez, o PT está fora.
Escrito por Afonso Lopes às 21h39
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Só agora
Li o comentário do Jarbas.
Porra, valeu.
Mesmo. Me senti renovado.
Escrito por Afonso Lopes às 05h22
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Vinhos
O Pêra Manca é realmente muito caro. O Fábio comentou que ficou com manquera. Pura verdade.
Será, então, que existem bons vinhos, honestos, com preços acessíveis?
Claro que sim. No dia a dia, menos dias do que eu desejaria, costumo garimpar garrafas boas e baratas. Na confraria, meu codinome é Dom Alfonso de BBB (botillas boas e baratas).
Até 30 paus:
- Alamos (argentino, da casa Zapata, a melhor a mais badalada da Argentina. Existem várias uvas. Gosto do Malbec, que muitos especialistas odeiam)
- Los Cardos Dona Paula (outro argentino honestíssimo. Pelo preço, é uma boa compra. E a casa também é bem cotada)
- Leonardo Tempranillo (também tem o Cabernet Sauvignon, mas não gostei. O Cabernet é sempre complicado. Se for bem feito, é ótimo. Se não...)
- Condes de Barcelos (português, vinho verde delicioso e baratíssimo, custa menos de 20 pilas)
- Dom Roman (espanhol delicioso. Comprei um esta noite. Já está sendo climatizado)
Um pouco acima de 30 - e menos que 40 paus:
- Kaiken (argentino, cabernet e malbec. Gosto muito do Malbec. Kaiken é filial argentina da famosa de uma das melhores e mais competentes casas chilenas, a Viña Montes)
- EA - Eugênio Almeida (português. Muito honesto. Se deixar descansar pelo menos 30 minutos no decanter, aí cresce mais)
- Chaminé (também português. Superior ao EA pelo mesmo preço. Vale a compra)
Escrito por Afonso Lopes às 20h29
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É assim que funciona?
A candidatura de Sandes Júnior tem um aspecto curioso.
Mesmo com apoio declarado do governador Alcides Rodrigues não se percebe o candidato dando um único passo atrás de aliados.
E também não conversa com candidatos a vereador e nem é visto circulando nos bairros.
Será que isso vai dar em alguma coisa?
Escrito por Afonso Lopes às 14h30
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Reciprocidade
O PR, do deputado federal Sandro Mabel, joga duro na política de reciprocidade.
Depois de peitar o PMDB, exigindo a retirada da candidatura de Maguito Vilela em Aparecida em troca do apoio do partido à reeleição de Iris em Goiânia, agora é a vez do PP enfrentar o mesmo problema.
O PR quer que o PP apóie Marlúcio Pereira em Aparecida. Em troca, promete apoiar Sandes Júnior, em Goiânia.
Se a operação reciprocidade der errado novamente, o PR poderá ficar sem ter com quem conversar.
Escrito por Afonso Lopes às 14h26
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Trio em Goiânia?
Com exceção de 1985, que marcou o retorno das eleições diretas para prefeitos de capitais e cidades consideradas de segurança nacional (em Goiás, Anápolis), todas as eleições de Goiânia sempre foram polemizadas em torno de três candidatos.
Este ano, com a aliança PMDB/PT, a tendência poderia ser quebrada - com a disputa principal sendo travada entre Sandes Júnior, do PP palaciano estadual, e Iris Rezende Machado.
Se o senador Demóstenes Torres, DEM, confirmar candidatura, poderá ressurgir a lista tríplice goianiense.
Escrito por Afonso Lopes às 14h23
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Melhor vinho
Aos vinhos, então.
Logo de cara, pergunta óbvia. Dia desses um amigo quis saber qual o melhor vinho que já bebi.
É uma resposta difícil para grandes conhecedores. Mas, sendo eu um aprendiz, respondo fácil: Pêra Manca, português.
É um corte de uvas Trincadeira e Aragonez - vinhas portuguesas. Não é para o dia a dia. Só para ocasiões especialíssimas. Custa 400 paus a garrafa. Significa que esse vinho exige um esforço financeiro enorme. Mas é ainda maior os prazeres que ele entrega.
Taí, Pêra Manca, meu preferido.
Escrito por Afonso Lopes às 14h20
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Nova interpretação?
O Ministério Público denunciou e a Justiça Eleitoral de Goiás aceitou pegar no pé dos conhecidos pré-candidatos que espalharam out-doors na cidade.
É postura nova.
Há jurisprudência no TSE sobre o assunto. Como o cidadão ainda não é candidato e não está comunicando, nessas peças, politicamente, não seria campanha fora de época, mas promoção pessoal.
É ver no que vai dar.
Escrito por Afonso Lopes às 13h29
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Vinhos
Passarei a falar também sobre vinhos neste espaço.
Coisa pouca, de quem é aprendiz na arte.
Creio que será bom para quem tem menos experiência do que eu.
Quanto aos experientes apreciadores de vinhos, relevem.
Categoria: Avaliação
Escrito por Afonso Lopes às 13h26
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Em O Globo, ontem
A senadora Lúcia Vânia e o presidente do BC Henrique Meirelles andaram trocando figurinhas recentemente.
No papel, de acordo com o jornalão carioca, Meirelles será candidato a governador e Lúcia, após deixar o PSDB, tentará a reeleição pelo PP.
Será que existe mesmo mais coisas no ar do que aviões de carreira?
Escrito por Afonso Lopes às 07h45
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Carnaval peemedebista
A bancada do PMDB na Assembléia Legislativa jogou confete e serpentina sobre a transparência das contas do governo Alcides.
Só faltou reclamar contra a incompreensão de alguns governistas.
Escrito por Afonso Lopes às 07h43
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Breguice
O pessoal do marketing eleitoral do grupo de Aparecida acha que chamar o deputado estadual Marlúcio Pereira de Barack Obama do cerrado é uma grande jogada.
Vá se entender uma coisas dessas.
Que é brega e pobre culturalmente, lá isso é.
Escrito por Afonso Lopes às 07h35
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E agora?
A reviravolta em Anápolis complicou o meio de campo entre o PT e o PMDB.
Os peemedebistas pularam fora de uma coligação dos os petistas porque será o vereador Antonio Gomide, e não o seu irmão, o deputado Rubens Otoni, quem vai disputar a Prefeitura.
Como Antonio está lá atrás nas pesquisas, o PMDB resolveu bancar a ex-deputada estadual Onaide Santillo, bem melhor colocada.
Há um erro de avaliação. Como o candidato mais badalado do PT era Rubens Otoni, logicamente Gomide teve seu desempenho contaminado negativamente. Resta saber o que acontecerá agora, com a saída do líder.
A tendência é que o irmão do deputado avance alguns pontos imediatamente. É tendência, não certeza.
Escrito por Afonso Lopes às 07h32
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ABI sobre os 100 anos da imprensa
A vírgula pode ser uma pausa... ou não. Não, espere. Não espere.
Ela pode sumir com seu dinheiro. 23,4. 2,34.
Pode ser autoritária. Aceito, obrigado. Aceito obrigado.
Pode criar heróis. Isso só, ele resolve. Isso só ele resolve.
E vilões. Esse, juiz, é corrupto. Esse juiz é corrupto.
Ela pode ser a solução. Vamos perder, nada foi resolvido. Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião. Não queremos saber. Não, queremos saber.
Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação'.
Escrito por Afonso Lopes às 13h26
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Morre Leolidio
Que baita Caiado está morto.
Um sujeito que era vida pela vida.
Pena que os anos passem tão rapidamente e que as lições de vida sejam tão resumidas.
Pena, Leolídio.
Escrito por Afonso Lopes às 04h24
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Traduzindo... Minha versão.
Vejamos, argumento por argumento.
Pedro Wilson - "O fim de CPMF não derrubou os preços". Ora, não precisava, deputado, sobrou algum a mais no meu bolso e isso, salvo engano bobo, significa que os tais preços ficaram um pouquinho mais em conta. O contrário seria se o fim da CMPF tivesse como consequência aumento nos preços. Consequentemente, se o senhor votar a favor desse mais um imposto, os preços nem vão precisar de reajuste para que eu sinta no bolso, vão retirar na minha fonte. É isso o que o Sr deputado quer?
Iris Araújo - É importante para garantir mais recursos para a saúde. Pois é, deputada, mas o que garante recursos maiores para a Saúde não é mais impostos. É decisão política. Como a senhora não sabe, ou finge ter se esquecido, a CPMF foi criada exatamente com esse argumento. Mude o argumento. Esse, é enganação.
Jovair Arantes - "Quem vai pagar são os mais ricos... Os aposentados estão fora...". Ficou doido? Qual aposentado ganha 3 paus por mês? Eu pergunto qual porque esses devem ter nome e sobrenome. A grande maioria, mais de 99 por cento dos aposentados, ganha merreca. Isso é desculpa que invoca a idiotice popular. Ou seja, chama o povo de bobo. E rico, deputado, com 3 paus por mês? O senhor, então, é o que? Marajá?
Chico Abreu - "...saber como ficará a distribuição...". Boa, suplente, boa. Topo entrar nessa. Que tal dividir comigozinho, hein? Aliás, já que é pra dividir, deixa no nosso bolso, do jeitinho que já está.
Rubens Otoni - "...favorável a que saúde tenha grana própria e fonte permanente...". Caraca, depois de tantos anos como deputado ainda não aprendeu que isso não depende de novos impostos, mas de lei infra???? Invente outra, deputado.
Luiz Bittencourt - "...neste caso, os que ganham menos não vão pagar...". Pô, até tu?
Sandes Júnior - "Se puder, voto contra...". Se puder? O qur o impede? O mandato que lhe foi conferido pelos eleitores ou alguém que manda nesse mandato?
Ronaldo Caiado - Sem comentários. Merece cada voto que recebeu na eleição. É radicalmente contrário ao novo imposto.
Leréia - Ninguém poderia esperar nada diferente do que ele disse: esse novo imposto é uma aberração! Vale o voto dado a ele.
João Campos - matou a charada. Mesmo com o fim da CPMF, a carga de grana dos impostos aumentou. Tá certo.
Leonardo Vilela - "Não priorizou a Saúde porque não quis...". É verdade, prefere distribuir mais grana de graça no Bolsa Família.
Raquel Teixeira - "...falta gestão racional...". Voto contrário e zéfini.
O Grande Ausente: SANDRO MABEL.
Disse, ao O Popular, que está concentrado na reforma tributária. Fiquei preocupado. Se o cara que está estudando a carga tributária do Brasil não opina sobre um novo imposto do cheque, ele está fazendo exatamente o que?, que me mal pergunto.
Ou assume, ou entrega.
Leandro Vilela, José Tatico e Marcelo Melo não foram encontrados pela ótima reportagem de Cecília Aires, de O Popular. Pena.
Escrito por Afonso Lopes às 04h02
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Imposto do cheque, o retorno
Argumento igualzim: "A saúde precisa", "Só os ricos vão pagar"... etc etc etc
Num dá, caramba.
Aceitar isso como argumento é o mesmo que me declarar idiota.
Veja só quem é a favor, conforme matéria de hoje de O Popular.
Pedro Wilson - “O fim da CPMF não fez os preços caírem e a nova contribuição só atingirá 10% dos trabalhadores do País".
Iris Araújo - não quer adiantar o voto, mas considera a contribuição importante para garantir mais recursos à saúde, diz O Popular - adivinhe o voto dela...
Jovair Arantes - “Quem vai pagá-la serão os mais ricos, quem tem salário acima de R$ 3.028,00. Os aposentados ficam de fora.”
Chico Abreu (suplente) - “Quero saber como ficará a distribuição de recursos entre Estados e municípios”
Rubens Otoni - Sou favorável a que a saúde tenha fonte de recursos próprios e dotação permanente, não eventual”
Pedro Chaves - é favorável e diz que vai lutar para isentar os que ganham menos - diz O Popular
Luiz Bittencourt - "...neste caso os que ganham menos não vão pagar”
Sandes Júnior - “Se puder voto contra, pois o País não precisa desse imposto.” - o que o impede?????????????????????????????????
Ronaldo Caiado - “CSS não passa de uma CPMF com outro nome”, é contra sua criação e adianta que os democratas vão recorrer ao STF para tentar derrubá-la - diz O Popular.
Carlos Alberto Leréia - considera a contribuição uma “aberração”,
João Campos - diz que o governo já teve arrecadação excessiva.
Leonardo Vilela - "O governo não priorizou a saúde porque não quis, com a arrecadação que obteve"
Raquel Teixeira - falta “gestão racional no governo “ e que o contribuinte não pode ser mais penalizado.
Escrito por Afonso Lopes às 03h30
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Coisas da madrugada...
Tava aqui pensando mais uma vez...
Coisa que me irrita demais nesta profissão, neste ofício.
Talvez seja a única coisa que realmente torna-se fardo no mundo de um grande prazer.
Não creio que exista algo melhor e mais prazeroso do que ser jornalista, comunicador. Não acredito.
Mas alguns momentos são realmente decepcionantes.
Não me refiro ao dindim no final do mês. Isso é vexatório, mas não é o caso agora. Se fosse falar sobre esse tema, a remuneração dos jornalistas, passaria dias e noites criando “Coisas da Madrugada...” neste blog. Os jornalistas, e se você, leitor, não é um deles, ganham muito mal.
Existem, claro, salários elevadíssimos. Não em Goiás. Não como regra geral em lugar algum. Não. Para que você tenha uma idéia, jornalista de primeiro time – sem cargo de direção – no principal jornal de Goiás, de propriedade da maior e mais profissional empresa de comunicação sediada no Centro-Oeste e que figura entre as grandes do Brasil, fatura 1.500 ou 2.000 reais por mês. Brutão. Aí, dessa fortuna, ainda tira INSS e demais abates legais.
Mas não é sobre isso que quero falar aqui. Não hoje. Não nesta madrugada.
Quero falar de algo que me consome internamente sempre que me deparo com ele. E sempre me deparo com isso.
Não me nego ser polêmico. Faz parte do que sou como profissional desta área. Já fui mais agressivo. Muito mais.
Venho de uma escola de jornalismo que não sabia alisar, amenizar. Nasci na polêmica dentro da Organização Jaime Câmara. Como? Na Jaime Câmara? Pois é, lá.
O programa da rádio Anhanguera, hoje CBN/Anhanguera, era A Força do Povo. Não foi criado por mim. Peguei carona. A criação, inclusive o nome, foi de um dos maiores radialistas que conheci, Weber Borges.
Entrei no programa numa segunda fase. Sempre falei o que achava que deveria falar e nunca, jamais, em nenhum momento, fui censurado pessoalmente. Na OJC, tive liberdade para me expressar como quase nunca na minha vida profissional.
A exceção é hoje, no Jornal Opção. Quando muito, me pedem para analisar determinado aspecto. Se não concordo com a visão sugerida, me deixam livre para abordar outros assuntos – e é óbvio que não seria tão prepotente ao ponto de ir de maneira peremptória contra a linha editorial estabelecida. Então, tudo o que escrevo e assino no Jornal Opção é exatamente o que penso. Quase sempre, mas nem sempre, devo admitir, coaduna com a linha editorial desse baluarte da liberdade de expressão de Goiás – e essa é uma opinião pessoal! – que é o Jornal Opção. Algumas vezes - duas vezes - escrevi matérias que não assinei. Não concordei com o que foi pautado e a forma de encaminhamento da pauta. Nessas duas vezes, o Jornal Opção respeitou-me como profissional e não assinei as matérias. Dezenas de outras vezes escrevi o que entendia ser correto, embora indo de encontro à determinação editorial da direção do Jornal Opção, e ainda assim minhas matérias foram publicadas sem reservas e sem censura de qualquer espécie.
Acima de tudo está a profissão, o ideal de se manter jornalista ao máximo possível. Algumas vezes é necessário não falar. Ou, pelo menos, dizer muito menos daquilo que entendemos ser necessário. Sim, nem sempre o jornalista manifesta totalmente a sua opinião e versão. Porém, quando a assina à atesta e, assim, passa a ser sua. Felizmente, até hoje, jamais precisei passar por essa situação. Nunca no Jornal Opção.
O que mais me irrita nesta profissão, neste ofício, neste meio de ganhar e manter a minha vida, é ter que enfrentar a desconfiança do “servir ao bem ou servir a quem”.
Quem é criticado, ou os seus asseclas, costuma sacar essa questão: “Não sei se ele está a serviço do bem ou a serviço de alguém”.
Porra, caralho, desminta o que foi dito por mim! Palavra por palavra. Exponha-me ao ridículo pedido de desculpas.
Por que até hoje ninguém moveu um único processo profissional contra meu trabalho? Por que jamais tive que dizer que o que eu disse não era exatamente o que eu quis dizer?
Incomoda-me essa história do “a quem ou do bem”.
Nesses momentos, acho o jornalismo político – e especialmente ele – uma merda.
Dá vontade de parar e mudar o foco.
Ou partir definitivamente pra cima de quem. E Dane-se! Já me danei tantas vezes, uma vez mais, uma menos, que diferença faz?
Tudo passa. Governos passam. Governantes passam. O poder passa.
Só os Jornalistas e os Jornais não passam. Nós permanecemos porque somos a última consciência crítica.
Isso me faz não desistir. Jamais.
PS – Que droga, acabei usando palavras que não gosto. Desculpe. Talvez tenha apelado para uma força de argumento desnecessária. Merda, caralho, porra... Não uso isso, mas hoje foi desabafo de madrugada. É claro que não vale tudo, mas vale um pouco mais que no dia a dia.
Escrito por Afonso Lopes às 02h14
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Quem entende?
Algumas vezes o presidente Lula confunde as coisas.
A inflação está em alta e bateu mais forte em quem ganha menos.
Resultado: ele quer aumentar o repasse do Bolsa Família.
Tudo bem, mas não seria o caso de aumentar o salário de quem trabalha e não apenas a mesada de quem recebe sem trabalhar?
Escrito por Afonso Lopes às 20h20
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E a grana?
O governo tem obviamente mais condições de passar a sacolinha entre os doadores de campanha. Quem está na planície precisa gerar uma perspectiva de poder para colocar alguma coisa na tulha da eleição.
Portanto, por conseqüência, a campanha de Sandes é, digamos, mais viável do ponto de vista dos custos. E aí entra a perguntinha básica: quem bancaria a campanha de Demóstenes?
Não vale a velha e amadora resposta do "tostão contra o milhão". Isso é bobagem. Campanha sem estrutura boa não sai do lugar.
E uma boa estrutura custa caro pra burro.
Escrito por Afonso Lopes às 20h14
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Avaliação
Sobre o impasse entre as candidaturas de Sandes Júnior e Demóstenes Torres dentro da tal base aliada estadual, o que está acontecendo é um enorme esforço de avaliação.
Todo mundo sabe que Sandes não é, pelo menos neste momento, páreo para um Iris Rezende em plena campanha de reeleição. Não foi antes, em 2004, não é agora.
E Demóstenes Torres, é? Também não. Entre Demóstenes e Sandes é seis e meia dúzia, dá no mesmo.
O que se avalia na cúpula neste momento, portanto, não é se deve ir um ou outro para a batalha eleitoral. A conta que se faz é se seis e meia dúzia podem resultar em 12.
Escrito por Afonso Lopes às 20h06
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Divisão no PT
É fator de preocupação para o prefeito Iris Rezende essa brigalhada dentro do PT? Não.
Muito mais do que a aliança entre PT e PMDB, a briga interna é resultado de disputas de poder dentro do partido.
Há algumas resistências no campo ideológico, programático, mas a maioria resiste pensando no próprio território interno. Uma resistência pragmática.
E só.
Escrito por Afonso Lopes às 20h01
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Impasse continua
A base aliada estadual ainda não se acertou.
Rodaram Raquel Teixeira e Barbosa Neto. Restou, em tese, Sandes Júnior. Aí foram inventar Demóstenes Torres.
Resultado: enrolou de novo.
Escrito por Afonso Lopes às 19h56
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Tem base?
O deputado estadual Marlúcio Pereira, substituto do prefeito José Macedo na guerra eleitoral contra Maguito Vilela pela Prefeitura de Aparecida, não merece isso... Não é possível.
Coisa brega, caipira, de péssimo gosto é chamá-lo de Barack Obama do cerradão de Goiás.
Quem bolou isso deve ser um "gênio".
Escrito por Afonso Lopes às 19h54
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Dinheiro na campanha
É comum alguém dizer que fulano "comprou" mandato. Isso realmente existe. Não no sentido literal da palavra, claro.
Então, qualquer campanha, para qualquer cargo, deve ter preocupação com a arrecadação de dinheiro.
No caso, porém, há uma imensa diferença entre as eleições disputadas, se para o Executivo, se para os Legislativos.
Para os Legislativos, campanhas com muito dinheiro tem ótimas chances de vitória.
No caso dos Executivos, a coisa muda muito.
Para prefeito de cidades a partir de porte médio, dinheiro não "compra" mandato. A falta dele, porém, pode causar a derrota.
Um dos melhores exemplos da derrota por falta de dinheiro na campanha é Sandes Júnior, em 1992. Ele estava ali, pau a pau com Sandro Mabel na disputa por uma das vagas do 2º turno.
Há dez dias das eleições, a falta de grana foi tão dramática que as portas de seu mega-comitê, na avenida Goiás, foram fechadas. Sandes acabou fora do 2º turno.
Pouquíssimas campanhas nadam em dinheiro, mas só se afogam as campanhas sem dinheiro.
Escrito por Afonso Lopes às 14h23
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Debates
Tem candidato que consulta sua equipe e, geralmente quando está à frente, não comparece aos debates.
Lula fez isso na eleição passada e deu certo, mas precisou do 2º turno. Se tivesse comparecido ao debate da Globo, o maior em audiência, poderia ter vencido no 1º turno? Impossível responder.
Marconi Perillo fez a mesma coisa em 2002. Deixou Maguito e Marina Sant'Anna, seus adversários, falando sozinhos. Venceu no 1º turno, mas por uma margem mínima, de 1,2%.
Iris Rezende, que liderava em 2004, foi a praticamente todos os debates. No maior deles (em audiência) estava totalmente acuado pelos adversários. Lá pelas tantas, já nas cordas, com as pernas bambas de tanto apanhar, saiu com duas propostas que mataram os adversários: asfaltar todas as ruas de terra da cidade e resolver o problema do caótico transporte coletivo.
Chegou à frente no 1º turno e não teve problemas para vencer o 2º turno, sempre em cima dessas propostas.
Os debates são, sim, importantes. Mas o candidato deve se preparar bem. Ir a um debate sem estar devidamente preparado é um erro imenso.
Em 1996, Nion, na reta final do 1º turno, ainda poderia vencer as eleições sem a necessidade de 2º turno. De última hora, resolveu participar do último debate, na TV Serra Dourada - de grande audiência.
Ele tinha ido dormir às 3 da manhã e nunca havia participado de uma rodada de preparação com sua equipe naquela campanha. Foi um desastre que confirmou o 2º turno.
Depois, mais preparado e com uma estratégia bem acertada, passou pelo debate no 2º turno, contra um ótimo Luiz Bittencourt, sem maiores problemas, inclusive explorando bem a pancadaria do adversário e se mostrando como vítima.
Vale ressaltar: na época, as pesquisas qualitativas eram praticamente inexistentes nas eleições de Goiás. Se elas existissem, provavelmente o tom dos ataques contra Nion seriam reavaliados e, aí sim, poderiam fazer maiores estragos.
Escrito por Afonso Lopes às 14h02
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Bater ou não bater
No futebol, a melhor defesa é o ataque. Numa campanha, raramente é assim.
É preciso cuidado nas pancadas. De preferência, bater sem demonstrar que está batendo.
Uma das campanhas que vi de perto e que teve um grande momento assim foi a de Nion Albernaz, em Goiânia, em 1996.
Ele apanhava dos adversários o tempo todo. Até que algumas pancadas acertaram feio. Nion caiu quase 10 pontos em uma única semana.
Ele foi para a televisão se defender batendo uma barbaridade, mas ficou a imagem de que ele estava apenas se defendendo. Não estava.
Ele dizia mais ou menos o seguinte: "Será que para voltar a ser prefeito de Goiânia novamente eu tenho que sofrer agressões como as que tenho sofrido. Ser acusado por um (... - deixemos os nomes pra lá) que responde a seis processos no Ministério Público...".
E por aí foi. Ele se defendia, mas batia dizendo que não estava batendo.
O ritmo de queda, de quase 10 pontos em uma semana, reduziu drasticamente. Para um ponto e meio. Nion disputava contra candidatos de dois governos, o municipal e o estadual.
Escrito por Afonso Lopes às 13h47
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Discurso técnico ou político
De preferência, ambos. Mais político/emocional do que o outro, mas o discurso técnico também é fundamental.
Se a pesquisa mostra que a imagem consolidada do candidato é de gestor, deve-se ressaltar o outro lado, o humano, o gente como a gente, o líder igual. Na situação oposta, imagem política de gente boa etc, deve-se mostrar o preparo técnico.
Não se disputa indicação para o prêmio Nobel, mas uma eleição para prefeito. Nesse sentido, a inesquecível Madre Tereza, de Calcutá, provavelmente jamais seria eleita prefeita.
Escrito por Afonso Lopes às 13h41
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Promessas ou não?
Promessas/compromissos/programa de governo - dá-se vários nomes para a mesmíssima coisa - devem ser feitas pelo candidato ou não?
Pelo candidato, jamais. Especialmente na televisão.
O programa, no caso um apresentador/a, é quem deve falar das tais metas de governo, fazer isso ou aquilo.
Depois, o candidato deve apenas falar porque é necessário fazer a tal coisa prometida. Abaixo, um exemplo.
A proposta é dar leite e pão para as crianças pobres. Pronto, o apresentador fala sobre o programa social, quantas pessoas vão ser atendidas e etc. Ele nunca deve dizer o por que da coisa.
Depois, o candidato se espraia pelo campo emocional.
Escrito por Afonso Lopes às 13h36
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Exemplo recente
O exemplo mais recente sobre desleixo com as informações das ruas (pesquisas) aconteceu na campanha do ex-senador Maguito Vilela em 2006.
A cada nova rodada de pesquisa quantitativa, e novas e pequenas quedas constantes, a preocupação era com uma continha de percentuais: se, mantido o ritmo de queda, daria ou não para vencer no 1º turno. Não deu.
Foi uma queda constante e sem qualquer reação. Aliás, a única reação era aquela, das contas de percentuais.
Escrito por Afonso Lopes às 13h32
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Como administrar favoritismo
Monitorar a campanha própria e dos adversários o tempo todo é fundamental.
Nisso não conta apenas a pesquisa quantitativa. Saber que o outro cresceu um ponto ou mais e o favorito caiu é uma informação importante e que sempre deve ser levada em conta. Mais importante do que isso é saber por que o outro cresceu e o líder caiu.
Isso parece ser uma conta direta: um sobe e o outro cai. Não é, não.
Quase nunca o eleitor que diz votar em alguém se decepciona de tal maneira que passa da rejeição ao seu preferido à admiração instantânea pelo concorrente. É necessário, e aí entram as pesquisas e feeling, perceber o que aconteceu.
Escrito por Afonso Lopes às 13h28
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Sair na frente ou atrás?
A pergunta geralmente surge nesta época do ano: é melhor para o candidato aparecer à frente dos adversários nas pesquisas ou é melhor começar atrás para crescer durante a campanha?
Se fosse eu candidato, preferiria um milhão de vezes começar na frente. De preferência com excelente vantagem.
Não acredito nessa opinião de que é melhor sair atrás porque cada ponto conquistado empolga a militância, enquanto que cada ponto perdido desanima o concorrente.
Viradas acontecem muito mais pelos erros dos líderes do que por vantagens apresentadas pelos lanterninhas.
Sair disparado na frente é melhor até para conseguir doações de campanha.
Escrito por Afonso Lopes às 13h24
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Deslanchou
As primeiras definições das eleições deste ano estão na praça.
Maguito e Marlúcio se batem pelo comando em Aparecida de Goiânia. Hoje, seria um capote danado a favor de Maguito. O ex-senador é mais favorito em Aparecida do que Iris em Goiânia.
Iris e, provavelmente, Sandes Júnior se pegam em Goiânia. Aposta seca na coluna 1. Iris está favorito absoluto.
Rubens Otoni está fora em Anápolis. Melhor para Frei Valdair, um deputado estadual discreto mas com bom saldo junto à população anapolina. Ridoval Chiareloto é zebra. Ernani de Paula, ex-prefeito, também está fora. Valdair deve surgir inicialmente como favorito.
Em Catalão, o prefeito Adib Elias não tem candidato escolhido. Jardel Sebba, do PSDB, é a bola da vez na cidade. Numa aposta seca, neste momento, Jardel ganha.
Em Jataí, apesar dos aliados dizerem que Fernando Henrique Peres, o Fernando da Folha, estar se recuperando, o favorito é mesmo o peemedebista Humberto Machado. Humberto tem um problema: ele se considera o marqueteiro-mor da cidade. Se esse seu comportamento mudou e ele adotar uma campanha profissional, dificilmente perderá.
Em Rio Verde, desde sempre está definido o candidato do prefeito Paulo Roberto Cunha. É o atual vice e ex-secretário da Agricultura Leonardo Veloso. Entre o PMDB e o PSDB houve até namoro para uma aliança. Pode não sair. Wagner Guimarães e Padre Ferreira são os nomes. Se os dois sairem candidatos, vantagem para Leonardo. Se um deles renunciar a candidatura a favor do outro, jogo equilibrado, com vantagem inicial para a oposição.
Em Itumbiara, tudo como dantes. O prefeito José Gomes da Rocha não tem adversários. Pode ser o recordista proporcionalmente nas eleições deste ano em Goiás e, talvez, no país.
Em Senador Canedo, aposta fácil na reeleição do prefeito Vanderlan Vieira. O ex-prefeito Divino Lemes não deve enfrentá-lo.
Por enquanto, é isso.
Escrito por Afonso Lopes às 13h20
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