UOL

Um ótimo quiz

Está no blog dos funcionários atuantes (http://servidoresatuantes.wordpress.com).

Você responde algumas perguntas e o site responde qual sua forma de pensar ideologicamente.

Como Quiz, é muito bom.

Anote aí o endereço do site:

http://www.ordemlivre.org/node/153

 



Escrito por Afonso Lopes às 22h45
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Boletim de Maguito

Boletim eletrônico do prefeito de Aparecida de Goiânia, veiculado hoje.

Manchete:

Em Brasília, Maguito propõe medidas para

minimizar efeitos da crise nos municípios

Ufa, era o que faltava para resolver essa crise danada...

 

Frase interna:


"... aproveitou a ida à Brasília para conversar também com o ministro da Defesa, Nelson Jobim. Uma das metas de Maguito é construir um aeroporto de médio porte em Aparecida."

 

Precisa comentar alguma coisa?

 

Outra frase interna:

 

"...conversou sobre o assunto com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), diz que outra ação benéfica às prefeituras seria a reforma tributária. “Atualmente, os municípios têm 15% de direito sobre tudo o que é arrecadado no País; os Estados, 25%; e o governo federal, 60%. É preciso fazer melhor essa divisão”, ressalta ele."

 

Ué, mas Maguito não foi senador durante 8 anos??? Por que ele não propôs essa reforma tributária quando estava lá?

 

 

Definitivamente, o prefeito de Aparecida precisa urgentemente de assessores.



Escrito por Afonso Lopes às 19h05
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Sonho?

Na base aliada estadual, há um sonho de consumo eleitoral para 2010 - apesar da contrariedade de certas cúpulas partidárias.

Governador - Marconi Perillo

Vice - Ernesto Roller

Senadores - Demóstenes Torres e Lúcia Vânia



Escrito por Afonso Lopes às 09h58
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Casulo

Todas as vezes que o prefeito Iris Rezende se recolhe me pergunto como anda a saúde dele...



Escrito por Afonso Lopes às 09h56
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Foi embora

Júnior do Friboi sassaricou por aqui, andou dizendo que quer ser vice de qualquer candidato e já está de volta a Denver, Estados Unidos.

Não sei por que, mas não consigo levar candidaturas assim tão a sério...

Ou melhor, sei sim. Por mim, não daria qualquer credibilidade a esse tipo de projeto descompromissado.

Ainda bem que não fui às suas entrevistas. Minha primeira pergunta seria: O senhor está voltando para Goiás neste momento?". Se a resposta fosse negativa, desligaria o gravador na mesma hora.

Esse negócio de colocar candidaturas desse formato em destaque é apenas para alimentar o ego dos endinheirados.

E ponto final.



Escrito por Afonso Lopes às 09h55
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Quem entende?

Maguito diz, sobre a possibilidade de o PP lançar candidato próprio, que partido que não lança candidato no 1º turno não aparece e tal.

E sobre a aliança com o PT? Maguito entende que os dois partidos devem caminhar juntos. Ou seja, um deles não tem que aparecer.

Pode um negócio desses?



Escrito por Afonso Lopes às 09h50
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Conexão - Jornal Opção

 

Cenários de 2010

Sem Marconi, sem base

A candidatura do senador Marconi Perillo ao governo no ano que vem é tipicamente obrigatória. Sem ele, a base desapareceria

Afonso Lopes

O senador Marconi Perillo será candidato ao governo do Estado no ano que vem. Sob qualquer circunstância? Exatamente, de qualquer jeito. Ele não tem como fugir dessa obrigação eleitoral. Não tem nem mesmo como indicar alguém para o seu lugar.  Esse é o preço de sua própria liderança.

E o que poderia ocorrer no quadro político estadual sem Marconi? Simplesmente, a base implodiria. E quando se fala aqui sobre base, não se deve entender como cúpula. As cúpulas partidárias estão tentando se acomodar dentro do imenso mercado eleitoral. As bases não.  Elas estão devidamente acomodadas. Tucanos, pepistas, democratas, petebistas e republicanos, principais ativistas dessa base, estão prontos para as eleições. E o que os motiva é justamente a candidatura de Marconi. É por isso que, sem ele, a orfandade seria geral e sem rumos.

As cúpulas partidárias, e até mesmo e de certa forma a do PSDB, vivem em um mundo totalmente diferente. No PSDB, por exemplo, a impressão que se tem é que não existe a noção da exata dimensão do que representa a candidatura de Marconi. Fica parecendo que os tucanos apostam em Marconi somente como uma grande possibilidade de retorno ao comando central do poder. Aí é que está: não é isso. Um novo governo Marconi, caso ele vença as eleições do ano que vem, jamais será um governo somente tucano. Mais do que nas duas primeiras vezes em que governou, Marconi é hoje suprapartidário dentro dessas bases. Os democratas, petebistas, pepistas e republicanos não o enxergam como candidato do PSDB, mas deles próprios. Portanto, o grau de comprometimento de Marconi com eles foi elevado a um ponto jamais entendido.

E o que provocou isso? Talvez seja efeito colateral dos desencontros das cúpulas. Veja-se a situação dos republicanos. Num momento falam de acoplamento ao PMDB de Iris Rezende, noutro tentam plantar o nome do vice-governador Ademir Menezes caso o governador Alcides Rodrigues deixe o cargo para se candidatar ao Senado, e depois ainda se insinuam para a montagem de um chapão com o PT e demais partidos da base de Lula. Essa movimentação na cúpula do PR é um fato normal, político, mas não oferece nenhuma garantia às bases republicanas. Então, diante da dúvida, é natural que essas bases perdidas se agrupem em torno do que é real, palpável. E isso vem ocorrendo em todos os demais partidos, e não apenas no PR. O PP está do mesmo jeito. Idem o DEM.

É fácil entender a razão: qual é o comprometimento de Iris com as bases desses partidos espalhadas em todo o Estado? É zero, nadica de nada. E pode-se substituir o nome de Iris, citado neste exemplo, por qualquer um dos demais que pululam por aí. Será sempre a mesma coisa, a falta de identificação.

Isso significa que, no fim, as cúpulas estarão todas juntas, unificadas sob uma mesma candidatura? Claro que não. Isso mostra apenas que se o movimento dissonante das cúpulas não for muito bem feito, de forma a amenizar a sensação de perda de rumo eleitoral, elas serão abandonadas pelas bases. Aliás, já estão sendo. O que se discute hoje nessas cúpulas é japonês em terra de índio, ninguém entende nada. O que acontece é que política não é feita por osmose, de cima para baixo, mas de comprometimento de baixo para cima.

Por enquanto, pelo menos, as cúpulas estão completamente equivocadas no tratamento com suas bases. Quer um exemplo prático, facilmente comprovável? Encontre um pepista, democrata ou republicano do interior, um daqueles que respiram a paixão partidária e carregam as bandeiras do partido em todas as eleições e nunca são candidatos, e pergunte sobre as negociações que as cúpulas estão fazendo neste momento. Ninguém saberá dizer nada. Vá até um pepista de Inhumas e fale com ele sobre jantar com Henrique Meirelles que teria acontecido recentemente. Ou procure um republicano de São Miguel do Araguaia e procure saber se ele topará pedir votos para o deputado federal Rubens Otoni, do PT, como seu candidato a governador. Não é necessário fazer essa pesquisa. As respostas são óbvias demais.

É nesse vácuo, nesse aparente desprezo pela opinião das bases aliadas que se insere a candidatura de Marconi Perillo neste momento. É por isso que sem ele a base implodiria instantaneamente. Enquanto ele se mantiver disponível para essas bases, dificilmente as cúpulas conseguirão liderar noutra direção. A não ser que esses comandantes consigam urgentemente alguém com capacidade imediata de se comprometer com essas bases. Mas quem? Alguém que possa desembarcar na última hora? Isso é loucura, delírio. Expõe o fígado, não o cérebro.

Há tempo, embora pouco, para se criar condições e substituir Marconi no inconsciente coletivo das bases aliadas. Mas isso jamais será conseguido com o fígado. Mas isso nunca é tarefa fácil. Para se entender a complicação que uma operação como essa apresenta, basta relembrar 1998. Naquela disputa, os peemedebistas queriam a candidatura de Maguito Vilela à reeleição. Iris Rezende, o maior líder do PMDB, foi o candidato. As bases fizeram de Maguito o político mais bem votado de Goiás até aquela eleição. Iris foi derrotado. É esse o caso.

 



Escrito por Afonso Lopes às 09h48
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Jornal Opção - matéria

Darci Accorsi

Ele estava certo

Um dos fundadores do PT em Goiás, o ex-prefeito Darci Accorsi retorna ao partido dez anos depois de ter saído. Será um recomeço?

Afonso Lopes

Um dos grandes personagens da política goianiense no período pós-democratização, no início da década de 80, Darci Accorsi foi um dos maiores responsáveis pelo prestígio eleitoral que o PT conseguiu na capital goiana. Em 1996, após concluir mandato de prefeito, ele deixou o partido. Na época, Darci defendia a tese de que o PT deveria ampliar o leque de alianças partidárias, até então restritas a nanicos de esquerda. Perdeu essa guerra e preferiu procurar vida política fora do PT. Não conseguiu. Jamais, depois disso, venceu uma única eleição, embora tenha disputado cinco vezes. No meio da semana, Darci voltou a se filiar ao PT e encontrou a casa exatamente como ele a imaginava em 1997: um partido totalmente aberto às alianças desde o diretório nacional até as mais distantes células no interior do Brasil. Ou seja, a realidade mostra que ele estava absolutamente certo.

Em toda sua vida pública, Darci Accorsi disputou nada menos que 11 eleições. Começou em 1982, como candidato a deputado federal. Naqueles tempos, o PT era uma sigla povoada pela Academia em Goiás, sendo ele, professor, um legítimo representante da casta. Claro que sua votação foi insignificante, assim como a de todos os demais candidatos do então recém-nascido PT. Três anos depois, em 1985, começou a era Darci, que o levou depois para o grande trono administrativo e político de Goiânia e encheu o PT de fortíssima presença eleitoral na capital goiana.

Cadeira de barbeiro – Numa antológica campanha eleitoral, em que aparecia sempre numa cadeira de salão de barbearia, de onde falava sobre seus projetos de governo, Darci Accorsi caiu no gosto do goianiense. A campanha de 85 tornou Darci uma celebridade política e, de quebra, transformou a própria imagem do PT, que assustava a classe média brasileira naqueles tempos.

Darci fez uma campanha light, branda, sem cerrar os punhos. Não pregou revoluções. Mostrou-se acessível, aberto ao diálogo com a sociedade. Além de tudo, demonstrava contagiante bom humor. Esse alto astral acabou contaminando positiva e definitivamente a imagem do PT em Goiânia. Foi naquela eleição que o partido ganhou uma aura jovem, alegre e propositiva.

Um ano depois, em 1986, Darci Accorsi voltou a ser candidato. Desta vez, a governador. Era o recall das eleições anteriores, que o transformou no maior nome do PT de Goiás. Mas desta vez a campanha foi uma bobagem sem tamanho. Todos os candidatos do partido se mostravam na TV com uma tarja tapando a boca. Nada diziam. Apenas um locutor reclamava sabe-se lá do que. Especialmente levando-se em conta que depois de duas décadas, o Brasil voltava a ser governado por um civil, José Sarney.

Em 1988, Darci foi candidato a vereador. Ganhou fácil. Ficou entre os mais bem votados. O PT estava definitivamente incorporado ao cenário político de Goiás. Na seqüência, ele voltou a se candidatar. Foi eleito deputado estadual, também com boa votação – e praticamente toda ela concentrada em Goiânia – em 1990. Seu mandato deveria se estender até 1994. Foi encurtado em dois anos. Em 1992, numa eleição em que Darci não tomou conhecimento de seus adversários, sucedeu Nion Albernaz (segundo mandato de três, ainda no PMDB).

O PT mostrou definitivamente toda a sua força e prestígio eleitoral junto aos goianienses. Os adversários, Sandro Mabel, PMDB, e Sandes Júnior, PFL/DEM, não ofereceram grandes resistências. Apesar disso, a campanha foi feroz. Darci foi duramente atacado pela campanha peemedebista. A decisão ficou para o 2º turno, mas as favas já estavam contadas. O PT chegava, finalmente, ao Olimpo político de Goiânia.

Governo – A administração de Darci teve bons momentos e também episódios complicados. O ponto mais polêmico era uma das bandeiras do PT nacional, um tal de Orçamento Participativo. No papel, a coisa funcionava maravilhosamente bem. Na prática, não foi bem assim.

De qualquer forma, o governo Darci foi muito bem avaliado pela população. Quando terminou seu mandato, em 1996, gozava de forte popularidade. Mas, internamente, no PT, a guerra já estava declarada.

O problema nasceu um pouco antes, em 1994, na eleição estadual. Apesar de o diretório do PT declarar neutralidade na eleição estadual entre o peemedebista Maguito Vilela e a hoje tucana Lúcia Vânia, o prefeito Darci deu declarações de apoio a Maguito. Isso ampliou o fosso que já existia entre as tendências petistas. Darci se viu isolado com seu grupo, e perdeu o apoio da corrente principal (articulação), que era liderada por Pedro Wilson. A gota d’água que tornou a batalha petista inevitável foi uma greve dos professores da rede municipal. Pedro apoiou os grevistas.

Em sua sucessão, Darci não aceitou a candidatura de seu principal rival interno. Com a caneta na mão, conseguiu criar uma maioria que garantiu a candidatura do médico Valdi Camárcio, ex-deputado estadual e seu compadre. O resultado dessa desunião petista cobrou um preço bastante alto. O PT ficou em terceiro lugar, atrás dos candidatos do PSDB, Nion Albernaz, e do PMDB, Luiz Bittencourt. Foi o pior resultado em toda a história eleitoral do PT em Goiânia.

Saída – Darci Accorsi terminou seu governo defendendo, como fez na prática na campanha de 1994, a ampliação das coligações do partido, incluindo até o PMDB. Ele entendia que a fase de sectarismo total estava superada, e com a abertura interna o PT teria condições muito melhores de ampliar seus espaços.

O tempo mostrou que sua tese estava correta. O PT continuou sectário até 2002, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cansado de levar surras homéricas nas disputas presidenciais, finalmente convenceu as instâncias partidárias a aceitar o PL como parceiro. Logo o PL, liberal até no nome. Deu certo. Lula venceu as eleições na quarta tentativa.

Em Goiânia, Darci já estava em outro partido. Em 1997, fora da Prefeitura, filou-se ao PTB. Começou então uma fase absurdamente negativa para ele. Foi candidato a deputado estadual em 1998, a prefeito em 2000, novamente deputado estadual em 2002, prefeito de novo em 2004, e voltou a tentar a Assembléia Legislativa em 2006. Perdeu todas essas cinco eleições, e viu sua votação minguar. Em 2000, ainda conseguiu chegar ao 2º turno, mas foi derrotado por Pedro Wilson. Na última eleição que disputou, 2006, teve somente 6.200 votos.

Inferno astral – Se as derrotas sucessivas foram duras, uma provação infinitamente  pior atingiu Darci Accorsi em 2005. No PR, liderado por Sandro Mabel, Darci foi indicado pelo então governador Marconi Perillo para a Presidência da Iquego, o laboratório oficial do Estado. Ficou pouquíssimo tempo no cargo.

No início da manhã do dia 25 de agosto de 2005, o mundo de Darci desmoronou. Cumprindo mandado judicial expedido por um juiz do Rio de Janeiro, policiais federais entraram em sua casa, no setor Jaó, e lhe deram voz de prisão. Mesmo sem entender absolutamente nada do que estava acontecendo, Darci não resistiu. Mas o golpe foi muito duro.

No momento em que os agentes da PF chegaram à sua casa, Darci estava ao lado de dois filhos. Um deles se preparava para ir ao colégio. Ambos viram o pai sair escoltado pelos policiais e levado dentro de uma viatura caracterizada. Na Delegacia da PF em Goiânia, Darci Accorsi apareceu algemado.

Só então começaram a surgir informações sobre a prisão do ex-prefeito. Ele teria sido “grampeado” oficialmente pela PF, e acusado de integrar uma quadrilha nacional que fraudava licitações no Rio e em outros Estados. De Goiânia, mesmo sem ter havido um comunicado oficial a seu advogado, Olinto Meirelles, ele foi levado para a PF do Rio de Janeiro.

O que se viu até hoje foi apenas um teatro do absurdo. Darci Accorsi foi acusado, algemado, preso por 42 dias, mas ainda hoje existem muitas dúvidas sobre a consistência das provas. O governo goiano, a pedido do interventor da Iquego nomeado na época por Marconi Perillo, o ex-desembargador Joaquim Henrique de Sá, fez uma minuciosa investigação nas contas da Iquego. No final, inocentou Darci de qualquer irregularidade. A Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio Público, especializada que investiga denúncias de corrupção em órgãos públicos, também investigou o caso. E igualmente não encontrou nenhum indício de que Darci Accorsi estava envolvido em falcatruas. O caso chegou ao Tribunal de Justiça de Goiás, que mandou arquivar o processo por falta de evidências contra Darci.

A acusação inicial era a de que ele teria recebido 70 mil dólares de empresários corruptos, donos de empresas fornecedoras de matéria prima para a Iquego. Depois, caiu para 3 mil reais. Até hoje, nenhum documento com provas foi apresentado pelos policiais do Rio de Janeiro, responsáveis pela investigação. O caso, arquivado definitivamente em Goiás, continua aberto no Rio. A culpa de Darci Accorsi jamais foi provada. E, a não ser que surja alguma evidência indiscutível, o que é muito pouco provável já que se esse tipo de informação existisse teria sido apresentada há muito mais tempo, o ex-prefeito de Goiânia foi vítima de um dos mais terríveis erros da PF carioca e de um juiz daquele Estado.

Recomeço? – Darci Accorsi, professor de literatura da UFG e da UCG, é gaúcho. Casado com Lucide, chegou a Goiás em 1972. Tiveram três filhos, dois homens e uma mulher, a Delegada de Polícia Adriana Accorsi, reconhecida pela competência e dedicação profissional. Desde 1982, data da primeira eleição direta para governador de Estado após a redemocratização do país, disputou todas as eleições, com exceção apenas de 94, quando era prefeito, e de 2008.

No seu retorno ao PT após 10 anos, Darci Accorsi disse apenas que estava retomando o caminho onde sempre esteve a maioria de seus amigos. A cúpula do partido não compareceu à sua filiação, mas lá estava outro dos fundadores do PT de Goiás, o também professor Osmar Magalhães.

A dúvida sobre o futuro político de Darci é se ele voltará a disputar eleições. Não será fácil. Terá que remar tudo novamente para se posicionar internamente no PT e encontrar meios de ressurgir das cinzas eleitorais. Mas para quem já conquistou o Olimpo uma vez, retornar ao topo pode se transformar num ótimo desafio. Portanto, talvez a volta de Darci Accorsi ao PT não seja somente um retorno, mas um recomeço.



Escrito por Afonso Lopes às 09h47
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